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Falácias dos Slogans Pró-aborto 18 - Tudo é vida |
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Quando os defensores do aborto concluem que não
conseguem defender as suas linhas de delimitação, entre
a morte e a vida, atacam a linha dos defensores do direito à vida:
a concepção. Assim, é fácil ouvir coisas do
tipo: "E porque não reconhecer direito à vida ao espermatozóide
e ao oocito? Também são vida humana, tal como o zigoto."
1. Os defensores do direito à vida não
pretendem que as bactérias têm direito à vida, não
dizem que cortar o cabelo é um genocídio nem lutam contra
amputações. Defendem, exclusivamente, que todos os seres
humanos têm direito à vida. Portanto, a discórdia
entre quem defende o direito à vida e quem o combate, resulta do
fato dos primeiros considerarem que todos os seres humanos têm direito
à vida, enquanto que para os segundos só alguns seres humanos
(os que forem também pessoas) têm direito à vida.
Logo, trata-se de uma questão que só envolve direitos de
seres humanos. Um espermatozóide não é um ser humano:
é uma célula de um ser humano. 2. Mas os defensores do aborto costumam defender a
idéia nos seguintes termos: "Como um zigoto é a união
de um espermatozóide e de um oocito, se isoladamente não
têm direito à vida, juntos também não deveriam
ter. Colocar o início do direito à vida na concepção
não tem qualquer base." De fato assim seria se o valor do
todo fosse a soma do valor das partes. Mas todos sabemos que não
é assim. Nenhuma das células de uma pessoa, individualmente,
tem direito à vida. Se o direito do todo fosse a soma dos direitos
das partes, nenhuma pessoa teria direito à vida. 3. Não se pode partir do direito do ser humano
para chegar ao direito de cada uma das células do ser humano; e,
reciprocamente, não se pode partir do direito das partes para chegar
ao direito do todo. O zigoto tem direito à vida porque é
um ser humano. Não pelo fato das suas partes terem direito à
vida. O mesmo se passa em muitas outras situações. Um quadro
de Rembrandt é protegido não pelo fato das suas partes,
tinta e madeira, serem protegidas (que não são) mas pelo
fato de ser uma tinta que foi colocada sobre uma madeira de determinada
forma. 4. Além disso, o espermatozóide e o oocito estão no fim da sua existência. Se não se unirem, morrem. Mas o que resulta da união destas duas células é um ser diferente de ambos que está no início da sua vida. Enquanto, todo o desenvolvimento do ser humano é um contínuo onde nada desaparece para que algo diferente apareça, na fecundação o que havia (espermatozóide e oocito) desaparecem, deixam de existir, para dar origem a um novo ser: um ser humano. Portanto, há uma diferença radical entre
a concepção e qualquer um dos pontos do desenvolvimento
de um ser humano. É certo que o zigoto ainda não anda de
bicicleta (como muitos outros seres humanos), é certo que ainda
não tem cabelos brancos (como muitos outros), é certo que
ainda não tem rugas (como muitos outros), é certo que ainda
não fala (como muitos outros), mas é um ser humano num determinado
estádio do seu desenvolvimento, como qualquer um de nós.
Aceitar o aborto é fazer discriminação de seres humanos
a partir do seu estádio de desenvolvimento. Tanto se pode matar
o que ainda é muito pequeno, como o que já é muito
velho ou muito magro, ou muito gordo, ou que tem muitas rugas, ou ou ou.
É a morte de seres humanos à mão de seres humanos.
5. O espermatozóide e o óvulo são
necessários para a pessoa. Mas o que resulta da sua união
é a própria pessoa. Qualquer adulto pode dizer que já
foi adolescente, já foi criança, já foi recém-nascido,
já esteve dentro do útero da sua mãe. Contudo, ninguém
poderá dizer que já foi espermatozóide, porque isso
não é verdade. 6. Está em questão saber qual a linha que separa os seres humanos executáveis dos não executáveis. Se se rejeitar o momento da concepção, procurando uma linha que lhe seja posterior, caímos no estado atual em que não se identifica linha nenhuma. Logo, ao aceitar a morte para A e ao aceitar que não o conseguimos distinguir de B, estamos a aceitar que a morte de B é uma questão de tempo. Se soubermos que cada um de nós é esse B que não se consegue distinguir do bebê abortado, teremos de concluir que a nossa morte é uma questão de tempo... |
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