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Falácias dos Slogans Pró-aborto 16 - Por razões de segurança |
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Como se viu, há uma questão que os defensores
do aborto nunca conseguiram resolver: a justificação dos
prazos, quaisquer que eles sejam. Em Portugal dá-se uma resposta que, aparentemente,
é inédita no mundo. Legaliza-se o aborto até às
10 semanas por razões de segurança: "Um aborto precoce não tem os riscos do
aborto tardio e, assim, a lei, ao permitir o aborto até ás
dez semanas, está a promover os abortos precoces que por razões
de segurança devem ser sempre preferidos." Sobre isto diga-se o seguinte: 1. Esta resposta só mostra que os defensores
do aborto portugueses, por princípio, estão dispostos a
aceitar um aborto até aos nove meses. Desde que as razões
que motivam o aborto às 30 ou 40 semanas cubram os riscos de um
aborto nessa altura, não há problema em aceitar esses abortos.
2. Além do mais, a questão dos prazos
continua de pé. Se os defensores aceitam o aborto até aos
nove meses (ou outro prazo qualquer), têm de explicar porque não
aceitam também o infanticídio (ou uma morte uma semana depois).
Portanto, voltamos ao ponto de sempre: linhas de desenvolvimento, não
se sabe, gradualismo, funcionalismo e infanticídio. E, em boa verdade,
um parto seguido de infanticídio é de longe muito mais seguro
que um aborto tardio. Logo, se o que importa é a segurança,
o infanticídio deve ser o método preferido. 3. Quando os defensores do aborto dizem que a legalização
até às dez semanas tem a função de promover
abortos precoces, estão a dizer que a lei de alguma forma influencia
a atitude das pessoas. Uma afirmação muito curiosa para
quem afirma sistematicamente que a lei, ao proibir o aborto, não
promove a limitação do número de abortos. 4. Como sempre, os defensores do aborto, estão
a confundir legitimidade com conveniência. Dizer que o aborto é
legalizado até às dez semanas para promover os abortos menos
perigosos, os abortos precoces, só prova que seria conveniente
para a saúde da mãe legalizar o aborto precoce: não
prova que o aborto, precoce ou tardio, seja legítimo. 5. Finalmente, convém chamar a atenção
das pessoas para um fato crucial: os prazos que os defensores do aborto
colocam nas leis que fazem, são prazos meramente estratégicos.
A verdade é que se alguém defendesse o aborto até
aos nove meses, textualmente, seria considerado louco. Assim, eles vão
calmamente alargando prazos e casos até chegar... aos nove meses
e muito mais... Se alguém perguntar a um defensor do aborto, com
responsabilidades na lei atual, porque é que ele proíbe
o aborto até às 28 semanas, ele dirá algo do tipo:
"os prazos da lei permitem responder à maioria dos problemas
que se colocam no dia a dia pelo que não havia necessidade de prazos
mais alargados". E qualquer pessoa se sentirá descansada:
como não há necessidade de alargar prazos, a lei ficará
eternamente como está. Mas isso é uma ilusão perigosa:
A Espanha tem uma lei de aborto menos restritiva que
a portuguesa. Dir-se-ia, de acordo com o "raciocínio"
desenvolvido acima, que a Espanha poderia ficar eternamente com a lei
que tem. Contudo, há alguns meses, o Parlamento espanhol discutiu
duas leis que visavam legalizar o aborto a pedido. As leis foram três
vezes a votos e de todas foram rejeitadas. Na próxima recomposição
do Parlamento já veremos o que acontece... A Inglaterra tem aborto, em certos casos, até
ao sétimo mês. Em geral, tem uma das leis mais brandas de
toda a Europa pelo que muitas mulheres vão à Inglaterra
só para abortar. Dir-se-ia que os defensores do aborto ingleses
só têm razões para estar contentes. Contudo, "Um
movimento de grupos pró-aborto e de organizações
de planejamento familiar lançou segunda-feira, em Londres, a mais
significativa campanha dos últimos 30 anos". Esta campanha
visa legalizar o aborto, a simples pedido da mãe, até às
14 semanas; pretende ainda que os abortos das 15 às 24 dependam
do parecer de um só médico (ao contrário dos dois
que agora são precisos). Os EUA, em 1973, legalizaram o aborto até aos
nove meses. Dir-se-ia ser suficiente. Mas não era. Em 1986 legalizaram
também o infanticídio, e os defensores do aborto combatem
com todas as forças qualquer limitação ao direito
de abortar, por mais pequena que seja. Por exemplo, a exceção
legal que obriga as raparigas com menos de 16 anos a só abortar
com consentimento dos pais, tem sido atacada até á exaustão.
A China tem aborto compulsivo. Dir-se-ia não ser possível ir mais longe. Mas é! Recentemente, numa conferencia internacional sobre planejamento familiar, o Governo Chinês apresentou-se com uma carrinha de abortos que, segundo Zhou Zhengxiang -o seu apresentador-, se destina a ir pelas aldeias perdidas da China à procura de abortos "voluntários". De fato, o próprio dirigente disse que no aborto voluntário fazem-se todos os esforços para que as mulheres abortem. Serão construídas 600 destes carrinhos. |
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