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Meu filho viveu com dignidade
Debbie Joslin

Debbie Joslin viveu um momento muito difícil: a morte de um filho, com apenas 32 dias de vida.  

Durante a gravidez, ofereceram à mãe o aborto e outras alternativas nada dignas, pois diziam que o bebê não tinha a menor chance, sequer de nascer vivo. Melhor não adiantar o que a Joslin narra de forma bem mais interessante.  

Em 1999, foi dado ao meu filho o diagnóstico: “anomalia fetal incompatível com a vida”. Ofereceram-me “opções”. Eu poderia ter viajado para Wichita, Kansas, e a vida de Isaías teria sido levada por trabalho induzido. A literatura médica assegurou-me que eu daria à luz a uma criança morta. Sugeriram que era melhor interromper o “doloroso processo de nascimento”.  

Que atenciosos! Até me dariam um certificado de aborto espontâneo! Foi-me dada outra chance: poderíamos planejar o nascimento e não tentar uma intervenção. Não, também não gostei dessa. Nossa escolha foi a de confiar em Deus. Se a situação da criança fosse realmente “incompatível com a vida”, Deus tomaria conta de quando, onde e como ele morreria. Deixaria Deus ser Deus, os médicos serem médicos e eu, mãe.  

“Escolhas”  

Existe somente Alguém que pode julgar a qualidade de vida de uma pessoa, curta ou longa. Isaías teve “qualidade de vida”. Isaías teve dois pais que o amaram e demonstraram esse amor com beijos e abraços. Teve um irmão mais velho e duas irmãs que amavam abraçá-lo. As pessoas que o visitaram foram tantas que as enfermeiras nos repreendiam. Em sua estada de doze dias no hospital, o seu berçário foi montado em um quarto próximo a uma janela iluminada. Ali ele podia sentir o calor do sol e ver os visitantes que vinham para admirá-lo, trazer presentes e rezar por ele. Ele nasceu um dia após o dia das mães. Os seus trinta e dois dias de vida significaram que nunca soube o que é sentir frio ou experimentado o inverno.  

Ele gostava da chupeta. Muitos bebês não gostam, mas o meu menino gostava. Ele só conseguia sugar a mamadeira umas duas vezes, mas como gostava! Ele sentou em um balanço para crianças algumas vezes, próximo ao ursinho que sua irmã lhe deu. O que ele mais gostava era de ser abraçado, especialmente por sua mãe. Alguns visitantes disseram tê-lo visto sorrir. Eu não, mas sabia que ele estava contente e alegre. O monitor de saturação de oxigênio nos permitia “ver” como o amor pode dar força a um coração que está parando.  

Enquanto era abraçado, a sua saturação de oxigênio subia para cem por cento por alguns momentos, como se não houvesse qualquer problema com o seu coração.  

Últimos dias  

No seu ultimo dia, a saturação de oxigênio foi caindo até que pela manhã parou em sessenta e cinco por cento. Sua irmãzinha, de apenas cinco anos, pediu para abraçá-lo pela última vez. Emily abraçou-o e beijou-o e disse coisas que uma criança de cinco anos diz a um bebê. Isaías gostou! A saturação de oxigênio pulou para cem e permaneceu assim por alguns minutos.  

Mais tarde, seu pai ajoelhou-se, sussurrou algumas coisas para o seu bebê e afagou a sua testa. Alguns bebês não têm um pai que faça isso por eles, você sabe. Isaías também gostou! Ele amava o seu pai. A saturação de oxigênio subiu outra vez e as luzes da máquina brilharam cem. Avisamos que Isaías estava morrendo e talvez não passasse mais uma noite conosco. Todos choraram e disseram-lhe adeus. Algumas pessoas não tem ninguém que lhes diga adeus. Isaías teve.  

Viver e morrer com dignidade  

Ele conseguiu passar mais uma noite e recebeu outra série de beijos, lágrimas e despedidas dos seus adoráveis irmãos. A enfermeira chegou e saiu depressa com as crianças para que o papai e a mamãe pudessem ficar sozinhos com o seu filho pela última vez.  

Isaías morreu naquela manhã com dignidade. Dignidade significa que ninguém o matou e que ele não estava sozinho. Os braços da sua mãe estiveram à sua volta durante todo tempo.   Alguns bebês não morrem com dignidade. Cerca de 50 milhões de crianças morreram legalmente desde o dia 22 de Janeiro de 1973 sem dignidade.  

Quando isso irá parar?

 



 


 

A autora Debbie Joslin mora em Delta Junction, Alaska, com o marido e quatro filhos. Trabalha em casa e é presidente do of Eagle Forum Alaska e do Alaska Eagle Forum Educational Foundation.
Fonte: http://catholiceducation.org

Tradução: Eduardo Gama (emfoconoticias.blogspot.com).

 

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